Alta coquetelaria ganha força e reposiciona experiência na hospitalidade
A coquetelaria assumiu o protagonismo na experiência gastronômica 🍸 Mais do que acompanhar, os drinks agora contam histórias, reforçam identidade e ajudam a posicionar bares e restaurantes em um mercado cada vez mais competitivo. Dados mostram: o bartender influencia diretamente a decisão do cliente — e a mixologia autoral se torna um diferencial estratégico. No cenário atual, experiência é tudo. E ela começa no primeiro gole.
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A coquetelaria deixou de ocupar um papel secundário para assumir protagonismo na experiência gastronômica. Em um mercado cada vez mais orientado por curadoria, identidade e conexão emocional, cartas de drinks autorais passam a integrar a narrativa dos estabelecimentos, contribuindo diretamente para o posicionamento de bares e restaurantes.
O movimento acompanha uma tendência global. Dados recentes da NielsenIQ indicam que o consumo fora do lar está cada vez mais associado à experiência e à influência dos bartenders na decisão do cliente. Segundo o levantamento, 72% dos consumidores recorrem ao profissional quando têm dúvidas sobre o que pedir, enquanto 79% dos bartenders afirmam sugerir drinques ativamente durante o serviço. O dado reforça o papel estratégico da coquetelaria na jornada de consumo.
Esse cenário ajuda a explicar o crescimento de operações que investem em mixologia de alto nível. Em vez de cartas extensas e pouco conectadas, ganha espaço uma abordagem mais enxuta, autoral e alinhada ao conceito da casa. A tendência também dialoga com outras transformações do setor, como a valorização de experiências sofisticadas, a expansão das opções sem álcool e a busca por identidade clara nas propostas gastronômicas.
Segundo a IWSR, o mercado global de bebidas segue em transição, com foco em moderação, inovação e qualidade. A expectativa é de crescimento de 9% no volume de produtos sem álcool em 2025, refletindo mudanças no comportamento do consumidor.
Dentro desse contexto, bares como Olga Speakeasy e Fun’iki Sushi Rooftop, ambos do Grupo T2, reforçam o investimento em coquetelaria autoral como parte essencial da experiência. No Olga, a proposta de botica bar incorpora ingredientes brasileiros, tinturas e elixires, criando uma atmosfera sensorial e imersiva. Já no Fun’iki, a carta dialoga com a gastronomia contemporânea da casa, conectando sabor, estética e compartilhamento.
À frente da operação está o bartender e gestor Julio Perbichi, que há mais de uma década atua na criação de experiências que integram bebida, ambiente e público. Segundo ele, a coquetelaria deixou de ser apenas um complemento. “Hoje, a carta de drinks precisa conversar com o conceito da casa, com a cozinha e com o que o cliente busca viver. O drinque passou a ser parte da identidade do lugar”, afirma.
A transformação também é observada em mercados internacionais. Relatórios do setor indicam que clássicos seguem relevantes, mas dividem espaço com releituras autorais e maior atenção à experiência completa. O gin permanece entre as categorias mais presentes, enquanto o martini retoma protagonismo como símbolo de sofisticação e técnica.
Para o setor de hospitalidade, a coquetelaria assume funções estratégicas: contribui para o aumento do ticket médio, amplia o tempo de permanência e fortalece o posicionamento da marca. Em um ambiente competitivo, tratar a bebida como linguagem própria se torna um diferencial relevante na construção de experiências memoráveis.
Como reflexo dessa fase mais sensorial, ingredientes com forte apelo afetivo, como o café, ganham releituras sofisticadas. Em datas como o Dia Mundial do Café, celebrado em 14 de abril, a combinação entre técnica, memória e criatividade se destaca como tendência.

Entre os exemplos está o coquetel Caribbean Coffee, criação que traduz essa nova abordagem da mixologia contemporânea:
- 30 ml rum spiced San Basile
- 30 ml Falernum
- 30 ml licor de café Cabral
- 20 ml amaro Olívia Sal
- 5 ml de suco de limão
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